sábado, 1 de dezembro de 2012

CARRINHO DE SUPERMERCADO.


Guardo meus pertences
num carrinho de supermercado.
 Tudo que tenho nessa vida:
 objetos, alimentos, agasalho e sonhos.
 Quais sonhos?!
  Não sei mais , o que isso significa.
  Só sei, que ando sem parar,
  sem rumo, sem teto,sem lar.
  Descanso nas calçadas, nas marquises.
  Sou invisível, sou um pária.
  Não faço mal a ninguém.
  Não faço bem para mim.
  Vegeto sem futuro.
   Talvez, já morri
    Só meu corpo se mexe.
   Não tenho ninguém.
   Não sou de ninguém,
   somente a mim mesmo
   e a Deus que me criou
   e que irá levar-me um dia
  quem sabe, para algum lugar
   que desconheço, mas que será
    a solução para a minha pobre existência,
   ou devo dizer, inexistência?!

2 comentários:

  1. Fiz em homenagem aos moradores de rua que andam com os carrinhos do supermercados.

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