segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Do Criador para as criaturas

 "As aparências enganam"...
  Tudo que não pagamos nesse mundo,
   são bens preciosos, que nos são fornecidos,
   mas, muitas vezes, não os enxergamos
   ou não os percebemos:
    Os sons do canto dos pássaros,
    da cachoeiras, do mar,
    de um simples pingo d'água;
    não são cobrados por Ele.
    A visão do por do sol,
    da lua a brilhar à noite,
     das flores multiformes e multicoloridas,
     do sorriso sincero de uma criança,
     do olhar de um apaixonado,
     da imensidão do mar azul,
     do verde em tons vários na natureza.
     Encobertos pela materialidade e
     pagando caro por ela.
     Gastando nosso suor, nossa vitalidade;
      temos à nossa frente,
      magníficas obras geradas
      por um Ser que nada nos cobra,
      porém nos presenteia todos os dias,
      mesmo sem receber o nosso reconhecimento
      e tenta nos fazer apreciadores
      do verdadeiro valor das  coisas simples
      que estão diante de nós,
      mas, que tantas vezes, passam-nos despercebidas.




sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

NAUTILUS SERGIUS NEMO.
Sergius e Nautilus.




Nautilus é puro mistério
como um iceberg, esconde parte de si
embaixo das águas geladas.
sob ela, vemos uma parte somente.
Seu comandante, Nemo, é o responsável.
Sempre ao leme, ora para esquerda; ora para direita.
Ora para cima; ora para baixo.
Assim, como nós comandamos
nossa passagem no caminho da vida.
Somos comandantes da mente, da nossa vida.
Temos que erguer a cabeça ao leme.
Fazer as escolhas entre o bem e o mal;
entre a "porta estreita" e a "larga".
Intuir as instruções do Comandante Eterno.
Procurar ter equilíbrio no mar da existência.
Abater as tempestades e os ventos da melhor maneira.
Desviar dos obstáculos que surgem no caminho.
Aguçar o olhar para enxergarmos muito além.
Sermos como a água do oceano: maleável,persistente, transparente.
Igualarmos ao Nemo de Júlio Verne:
"lutar sempre; desistir jamais".
E ao Nautilus: pequenos na superfície;
mas, imensamente, grande no fundo do coração!


sábado, 1 de dezembro de 2012

CARRINHO DE SUPERMERCADO.


Guardo meus pertences
num carrinho de supermercado.
 Tudo que tenho nessa vida:
 objetos, alimentos, agasalho e sonhos.
 Quais sonhos?!
  Não sei mais , o que isso significa.
  Só sei, que ando sem parar,
  sem rumo, sem teto,sem lar.
  Descanso nas calçadas, nas marquises.
  Sou invisível, sou um pária.
  Não faço mal a ninguém.
  Não faço bem para mim.
  Vegeto sem futuro.
   Talvez, já morri
    Só meu corpo se mexe.
   Não tenho ninguém.
   Não sou de ninguém,
   somente a mim mesmo
   e a Deus que me criou
   e que irá levar-me um dia
  quem sabe, para algum lugar
   que desconheço, mas que será
    a solução para a minha pobre existência,
   ou devo dizer, inexistência?!